Governo negocia vacina chinesa de dose única
- Dra Helena Villela Rosa

- 21 de mai. de 2021
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O Ministério da Saúde está negociando a aquisição da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês CanSino Biologics, informou o Valor Econômico. O pedido de uso emergencial do imunizante, aplicado em dose única, foi apresentado anteontem à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Batizada de Convidecia, a vacina demonstrou eficácia de 65% para casos sintomáticos e de 91% para casos graves. Produzido a partir de um adenovírus humano não replicante, o imunizante foi desenvolvido em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China. Tanto o volume da compra como o calendário de entregas ainda estão em negociação. Representada no Brasil pela Belcher Farmacêutica, a vacina já tem autorização de uso em países como Paquistão, Hungria, Chile e México, além da China. A produção é realizada em unidades industriais na China, na Malásia, no Paquistão e no México. A negociação se soma a outras iniciativas que vêm sendo tomadas pelo novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para ampliar o rol de vacinas disponíveis no país. Envolto ao bombardeio diário da CPI da Covid, o governo quer desfazer a imagem de que se opôs à vacinação como principal estratégia de ataque ao surto. Nesta quarta-feira (19), Queiroga anunciou que se reuniu com representantes da farmacêutica americana Moderna, visando trazer a vacina da empresa para o Brasil. “Conversei nesta quinta-feira (20) com representantes da Moderna, momento em que expressei o interesse do Ministério da Saúde e do governo brasileiro em firmar parcerias com a fabricante para o fornecimento de vacinas com alta capacidade de resposta a variantes da covid-19”, afirmou o ministro. Na terça-feira (18), a equipe de Queiroga conversou com executivos da Janssen para verificar a possibilidade de antecipação de doses da vacina, já contratada pelo governo. O cronograma mais atualizado mostra que todas as 38 milhões de doses da vacina – também de dose única – só devem chegar no quarto trimestre. O ministério também está tentando encurtar o cronograma de entregas da Pfizer. Foi formalizado nesta semana um segundo contrato com a empresa, para 100 milhões de doses adicionais de vacina. O novo contrato prevê entregas apenas a partir de outubro, mas o governo quer que as doses comecem a chegar antes. (Fonte: NK Consultores)

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