Pandemia acelera revolução digital no setor de Saúde
- Dra Helena Villela Rosa

- 29 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Conforme publicou o Valor Econômico nesta segunda-feira (28) o mercado de saúde brasileiro vem passando por diversas transformações, impulsionadas pela pandemia de covid-19. Pressionadas pela necessidade de reduzir custos, melhorar cuidados e a ouvir um usuário cada vez mais protagonista diante de um mercado inovador e competitivo, empresas passaram a ampliar suas áreas de atuação e ganhar eficiência por meio de fusões e aquisições. A inteligência artificial e a telemedicina se tornaram aliadas fundamentais do negócio e ferramentas essenciais para enfrentar os novos concorrentes digitais, ao lado de integrações e parcerias entre diversos elos da cadeia. Essa transformação também resultou em investimentos em pesquisa e tecnologia por parte da indústria farmacêutica e de startups, maior foco em atenção básica e com os profissionais desenvolvendo novas competências. “A dinâmica competitiva se intensificou em vários elos da cadeia”, destaca Luiza Mattos, sócia da Bain & Company. Ela cita como exemplos a entrada de players mais apoiados em tecnologia, como Alice e Qsaúde, no segmento de planos, e a Amparo, nas clínicas primárias. Ao mesmo tempo, diz, há maior velocidade em movimentos de consolidação, nos quais os players ganham escala nos próprios elos em que atuam ou se expandem ao longo da cadeia. “Como a Rede D’Or, a fusão da Hapvida e do Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) e a integração entre as empresas do grupo Dasa”, observa ela. Além dos já conhecidos movimentos de operadoras adquirindo outras similares ou hospitais para aumentar sua verticalização e de hospitais comprando novas unidades, o segmento de medicina diagnóstica mostrou maior apetite por consolidação, entrando em outros nichos da saúde. “A ideia principal é ganhar relevância para que o setor não fique muito díspar diante da pressão gerada pelas operadoras”, ressalta Leandro Figueira, vice-presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Estudo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e da Bain & Company, lançado em abril, lista algumas das mudanças que vêm ocorrendo no setor da saúde, tanto para dar conta da pandemia quanto para o pós-pandemia. Como o novo perfil de consumo das pessoas, que ganharam mais voz e responsabilidade de escolha sobre como, quando e onde receber atendimento; uma assistência mais humana e centrada no paciente com um cuidado integrado; a consolidação da telemedicina; e a ampliação do uso de dados e da automação. O levantamento também ressalta que os profissionais de saúde deverão ser capazes de lidar com um ambiente cada vez mais complexo, integrado e tecnológico, interagindo com novas plataformas. E não só com a telessaúde, mas também com ferramentas digitais que economizam tempo e aumentam a qualidade da gestão de prontuários médicos eletrônicos, cada vez mais dominados por inteligência artificial. (FONTE: NK Consultores)

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