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Órgão do Ministério da Saúde se posiciona contra uso de cloroquina, ivermectina e azitromicina

  • Foto do escritor: Dra Helena Villela Rosa
    Dra Helena Villela Rosa
  • 19 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

Grupo técnico ligado ao Ministério da Saúde desaprova, em novo parecer, o uso de medicamentos com ineficácia comprovada contra Covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, em ambientes hospitalares. É a primeira vez em 14 meses de pandemia que há um posicionamento contrário de um órgão ligado à pasta em relação ao uso dessas drogas. O texto já recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que abriu consulta pública nesta segunda-feira. O prazo é de 10 dias. Apesar disso, o ministério não traz orientações contra o “kit Covid”, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e apoiadores como “tratamento precoce”, mesmo sem evidências científicas. A recomendação quanto aos medicamentos é um dos alvos da CPI da Covid, no Senado. Em depoimento, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que aguardava o parecer para decidir a orientação da pasta e que os médicos se dividiam quanto ao uso. Chamado de “Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19”, o parecer foi divulgado pela “Folha de S.Paulo” e obtido pelo jornal O Globo. A coordenação é do pneumologista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Carvalho. Segundo o documento, não há evidências de que essas medicações, isoladas ou junto a outros remédios, beneficiem o tratamento da Covid-19. A recomendação contra a cloroquina vale para ingestão via oral, inalatória (off label, isto é, forma de uso que não consta na bula) ou outras. Há registros de pacientes que morreram após nebulização desse fármaco e os casos são investigados. No entanto, pacientes que já utilizam essa medicação contra artrite reumatoide e malária devem prosseguir no tratamento. Quanto à ivermectina, ainda não há estudos em ambientes hospitalares, só em laboratório. Por ser antibiótico, a azitromicina só deve ser usada em caso de infecção bacteriana, não como parte da rotina de tratamento contra a Covid-19. O uso de plasma de pessoas que contraíram a doença e desenvolveram anticorpos também não é indicado, assim como a associação de anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), aprovada para uso emergencial e temporário pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por falta de evidências que sustentem o tratamento. Outros remédios, como dexametasona e hidrocortisona, além de anticoagulantes, são recomendados em casos específicos e dentro do ambiente hospitalar. O anticorpo monoclonal tocilizumabe também é uma opção. Dessa forma, o comitê avalia que há poucas opções de tratamentos farmacológicos contra a Covid-19. O documento sugere que o rendesivir, primeiro remédio anticovid aprovado no Brasil e utilizado nos Estados Unidos, não seja em administrado em face dos altos valores e da baixa chance de que seja ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS). (Fonte: NK Consultores)

 
 
 

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