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Doentes mais graves de Covid-19 perdem até 2% de músculos por dia, diz estudo brasileiro

  • Foto do escritor: Dra Helena Villela Rosa
    Dra Helena Villela Rosa
  • 2 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Estudo do Hospital Sírio-Libanês feito com 40 pacientes no estado mais grave de Covid-19 revelou que a perda muscular nesses casos pode chegar a 2% por dia no período crítico da infecção —quando são necessárias a entubação e a imobilização para a respiração mecânica, informou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (30). O dado reforça a necessidade de a reabilitação do paciente começar o quanto antes para agilizar o processo de recuperação, especialmente em idosos que já tenham alguma limitação de mobilidade e que podem perder qualidade de vida e se tornarem mais dependentes após a saída do hospital. A sarcopenia (perda de massa muscular) acontece naturalmente nos mais velhos, mas pacientes que ficam na UTI por longos períodos podem ter o processo acelerado por falta de movimento ou até por ação de alguns medicamentos. No caso da Covid-19, o dano é potencializado pelo período maior de internação —que passa de 15 dias em alguns casos—, uso de corticoides para combater infecções e possível ação do vírus e da inflamação que ele desencadeia no tecido muscular e nos nervos, explica Isabel Chateaubriand, coordenadora médica da Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês e líder da pesquisa. "O paciente mais grave de Covid-19 perde em apenas um ou dois dias o que uma pessoa com idade de 50 a 60 anos perde em dois anos. É como se ele tivesse um super envelhecimento", afirma a médica. Segundo ela, entre os 50 e 60 anos de idade uma pessoa pode perder até 10% da massa muscular naturalmente. Dor muscular e fraqueza são dois dos sintomas mais frequentes em pessoas infectadas pelo Sars-Cov-2. Em editorial de junho deste ano, o periódico internacional Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle afirmou que o músculo esquelético possui o receptor ECA2, ao qual o vírus se liga para danificar as células. De acordo com Chateaubriand, o relato de dores musculares e fadiga mesmo em casos mais brandos da doença indicam lesão nos músculos. Segundo ela, as perdas são notadas em pessoas de todas as idades, mas são mais intensas nos mais velhos, que já passam por um processo natural de redução dos músculos. Os mais jovens e com melhor condicionamento físico são os que têm maiores chances de reverter o quadro completamente. (Fonte: NK Consultores)

 
 
 

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